As discussões do governo dos EUA sobre classificar o PCC e o CV como facções terroristas ganham força com a pressão dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. A segurança se tornou um tema central antes da corrida presidencial, na qual Flávio Bolsonaro, um dos filhos, é pré-candidato. A decisão americana pode influenciar a campanha do representante de direita contra Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição.
Fontes indicam que a proposta do governo Trump tem gerado preocupações entre funcionários da gestão petista, uma vez que pode impactar o pleito de outubro. Nos últimos meses, a administração republicana classificou vários grupos criminosos da região como organizações terroristas, considerando-os uma ameaça à segurança dos EUA. Com essa designação, a Casa Branca pode impor sanções financeiras e planejar ações para proteger suas fronteiras.
Recentemente, a Casa Branca aprovou uma operação militar para capturar o ditador Nicolás Maduro, acusado de narcotráfico, e realizou ataques no Caribe e Pacífico contra embarcações de transporte de drogas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que os EUA estão avaliando a classificação do PCC e do CV como terroristas, sugerindo que o Brasil deveria adotar uma postura semelhante.
Apesar das conversas com Washington, o governo Lula indicou que não pretende se alinhar com Trump nesse aspecto.