Confronto de Trump com emissoras de TV se intensifica durante guerra contra o Irã

O governo de Donald Trump aumentou a pressão sobre emissoras de TV e rádio por informações sobre a guerra contra o Irã. A FCC alertou [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

A Casa Branca e a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos intensificaram o confronto com as emissoras de TV e rádio no contexto da guerra contra o Irã. A FCC, liderada por Brendan Carr, advertiu que canais que veicularem distorções ou notícias falsas podem enfrentar dificuldade na renovação de suas licenças de operação. As frequências de rádio e TV são concessões públicas que devem atender ao interesse da população, e a FCC pode aplicar sanções severas se entender que uma emissora está enganando o público propositalmente.

O conflito aumentou após reportagens que afirmavam que um ataque iraniano em 13 de março causou danos a aviões militares americanos na Arábia Saudita. Donald Trump negou essas informações, classificando-as como 'intencionalmente enganosas', enquanto a imprensa sustentava que os aparelhos estavam em reparo. O governo acredita que a cobertura midiática se concentra excessivamente em riscos e erros, desconsiderando os avanços militares, o que poderia reduzir o apoio ao esforço de guerra contra o regime iraniano.

Apesar da pressão da FCC, a Primeira Emenda da Constituição dos EUA protege fortemente os jornalistas, e a Suprema Corte já decidiu que o governo não pode interferir no conteúdo da mídia apenas por discordar de sua linha editorial. Políticos da oposição criticaram as ameaças como inconstitucionais, afirmando que o Estado não pode censurar críticas ao governo.

Trump tem um histórico de processos contra grandes redes de comunicação, incluindo ações contra a CBS e a BBC. Recentemente, ele também manifestou críticas a apresentadores de programas de entretenimento, acusando-os de serem ferramentas de propaganda do Partido Democrata.

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