O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou sobre o vazamento de mensagens íntimas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua ex-noiva, Martha Graeff. As conversas foram obtidas a partir da apreensão dos celulares de Vorcaro pela Polícia Federal.
Durante um julgamento sobre a prorrogação da CPMI do INSS, Gilmar Mendes classificou os vazamentos como um crime coletivo e expressou sua indignação ao afirmar que houve um “festejo geral” em relação à divulgação das mensagens. Ele descreveu a situação como “deplorável, lamentável, criminosa”.
Nos documentos vazados, constam informações sobre as relações de Vorcaro com políticos e ministros, além de detalhes sobre sua vida íntima. Mendes já havia se manifestado anteriormente, destacando que a exposição de conversas privadas representa uma grave violação ao direito à intimidade e uma transgressão das normas legais.
O ministro também enfatizou que a publicação de diálogos íntimos demonstra uma falha do Estado em proteger a privacidade, ressaltando que a legislação impõe a inutilização de trechos que não são relevantes para a persecução penal.