Cuba enfrenta cancelamento de programas médicos em vários países da América Latina

Cuba critica pressão dos EUA sobre nações da América Latina para encerrar acordos de missões médicas, afetando sua economia e assistência médica. [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

A ditadura de Cuba denunciou nesta terça-feira (24) a pressão e a chantagem dos Estados Unidos sobre países da América Latina e do Caribe, que estariam sendo forçados a cancelar acordos de missões médicas com Havana. A situação se agravou desde que o presidente de Honduras, Nasry Asfura, anunciou uma investigação sobre supostas irregularidades no programa, resultando no término da parceria e na saída dos médicos cubanos do país.

Desde então, Guatemala, Jamaica e Guiana também encerraram acordos com Cuba, que são criticados pelos EUA como “trabalho forçado”. O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que Washington busca cortar as fontes de renda da ilha, que enfrenta uma crise energética com apagões diários. A exportação de serviços profissionais é uma das principais fontes de divisas de Cuba, ao lado do turismo e das remessas de familiares no exterior.

Rodríguez destacou que a pressão dos EUA afeta as comunidades mais necessitadas da região, que recebem assistência médica cubana há décadas. Além dos países já citados, Antígua e Barbuda, Bahamas, Granada e Trinidad e Tobago também suspenderam ou revisaram acordos na área nos últimos meses.

Em agosto do ano passado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a revogação de vistos de funcionários públicos de Cuba e de outros países, em resposta ao envio de médicos cubanos para atuar em nações estrangeiras. Uma ação judicial contra a Organização Pan-Americana da Saúde, iniciada em 2018, envolve médicos cubanos que trabalharam no Brasil no programa Mais Médicos, alegando coerção e restrições durante sua atuação.

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