Durante uma audiência, juízes conservadores da Suprema Corte dos Estados Unidos expressaram apoio a argumentos do governo de Donald Trump para impedir a contagem de cédulas que chegarem após o dia da eleição. O caso, apresentado pelo Comitê Nacional Republicano, contesta a lei do Mississippi que permite a contagem de votos recebidos até cinco dias após a eleição.
O juiz Samuel Alito destacou que permitir a contagem tardia pode minar a confiança nos resultados eleitorais. Ele argumentou que mudanças nos resultados por causa de votos que chegam após o fechamento das urnas podem levar eleitores a duvidar da legitimidade do processo.
Brett Kavanaugh também expressou preocupação, mencionando a “aparência de fraude” que pode ser gerada por regras que permitem a chegada tardia de votos. Neil Gorsuch afirmou que há um consenso bipartidário sobre a necessidade de concluir a votação no dia da eleição, enquanto Clarence Thomas questionou a interpretação atual das regras.
A decisão da Suprema Corte, que deve ser anunciada até o final de junho, poderá impactar leis em pelo menos 14 estados e no Distrito de Columbia, onde prazos adicionais para a contagem de votos ainda são permitidos. Caso as regras dos republicanos sejam confirmadas, apenas votos recebidos até o dia da eleição poderão ser contabilizados, o que pode alterar o desfecho de disputas eleitorais apertadas.
