O mercado de trigo apresenta uma nova tendência de alta de preços, que impactará o custo de itens como pães, massas e biscoitos. A elevação é vista como inevitável pelos agentes do setor, considerando as pressões estruturais do mercado. A cotação do trigo na bolsa de Chicago subiu de US$ 5,10 para US$ 6,20 por bushel, mantendo-se em níveis elevados mesmo após correções.
No Brasil, os preços do trigo também estão firmes. No Paraná, a tonelada é negociada entre R$ 1.350 e R$ 1.400, enquanto no Rio Grande do Sul os preços variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300, dependendo da qualidade. O trigo importado do Paraguai está em torno de US$ 260 a US$ 270 por tonelada. O custo do trigo importado pode atingir R$ 1.712, pressionando ainda mais o mercado interno.
A farinha, principal insumo da cadeia alimentícia, deve sofrer um reajuste de 5% a 10% em abril, já que atualmente está na faixa de R$ 1.970 a R$ 2.000 por tonelada. A tendência de repasse ao consumidor é reforçada pela recomendação de moinhos, que indicam que, em certas condições, é mais vantajoso vender o trigo do que processá-lo.
A alta no preço do trigo é sustentada por diversos fatores, como a menor oferta devido à entressafra, problemas climáticos que afetam as lavouras nos EUA, projeções de produção mundial menores, custos elevados de insumos e frete, além de riscos geopolíticos. O pão francês deve ser o primeiro item a ter aumento de preço, seguido por massas e biscoitos, enquanto consumidores já começam a antecipar compras para evitar custos maiores.