Crescimento dos carros chineses no Brasil gera preocupação de espionagem entre países da Otan

Carros elétricos e híbridos chineses, em alta no Brasil, são vistos como possíveis riscos estratégicos por países da Otan devido a temores de espionagem. [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

Os carros elétricos e híbridos fabricados por montadoras da China estão em crescimento no Brasil, representando uma parte significativa das vendas de veículos novos. No entanto, esses veículos passaram a ser considerados um potencial risco estratégico por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e Israel, devido ao temor de espionagem associado à sua capacidade de coletar e transmitir dados.

Relatórios militares e análises de centros de estudos indicam que a tecnologia presente nesses veículos, como câmeras, sensores, microfones e conexão à internet, pode transformá-los em plataformas de coleta de informações sensíveis. Em fevereiro, a Polônia decidiu proibir a entrada de veículos elétricos chineses em suas bases militares, justificando a medida como preventiva e alinhada com práticas de segurança adotadas por membros da Otan.

As autoridades polonesas afirmaram que esses carros podem coletar dados automaticamente e enviá-los para servidores externos sem controle do usuário. O Reino Unido, outro membro da Otan, também emitiu uma orientação recomendando que militares evitem conversas sensíveis em veículos fabricados na China, após alertas sobre a possibilidade de transmissão de dados para o regime chinês.

Paulina Uznańska, pesquisadora do think tank polonês Centre for Eastern Studies, mencionou que os veículos elétricos modernos funcionam como “smartphones sobre rodas”, capazes de coletar grandes volumes de dados. Essa situação levanta preocupações sobre vazamento de dados e espionagem, especialmente em contextos militares ou estratégicos, sendo que o próprio regime chinês considera veículos elétricos estrangeiros como tecnologia sensível para a segurança nacional.

Leia mais

Rolar para cima