Policiais Rodoviários Federais se reuniram na manhã desta sexta-feira em frente à Superintendência da PRF, em Campo Grande, para apoiar um movimento nacional de valorização das forças de segurança. A corporação exige a criação do FUNCOC (Fundo de Combate às Organizações Criminosas), que visa destinar o dinheiro apreendido do crime organizado para a segurança pública.
A proposta, que foi apresentada pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, encontra-se parada no MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos). Não há, até o momento, previsão para que o processo comece a ser desenvolvido. A criação do fundo é considerada essencial pelos policiais, que enfrentam dificuldades estruturais significativas em algumas unidades.
Vanderlei Alves, presidente do Sinprf (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais), destacou que o fundo traria melhorias na estrutura das unidades, permitindo que as forças de segurança atuem de forma mais ágil no combate ao crime. Os recursos arrecadados seriam utilizados em armamento e na manutenção das estruturas policiais.
Mato Grosso do Sul, com mais de 1.500 quilômetros de fronteira seca, conta com apenas 600 policiais ativos na corporação. A categoria considera que o efetivo ideal seria de 1.200 policiais. A preocupação aumenta com o avanço da Rota Bioceânica, que deve intensificar o tráfego e exigir uma fiscalização mais robusta. Apesar das dificuldades, o estado se destaca em apreensões de drogas, como maconha e cocaína.
