Crianças com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1 podem apresentar comportamentos compatíveis com o transtorno do espectro autista (TEA) que não são facilmente reconhecidos na prática clínica. Isso ocorre porque a própria doença neuromuscular pode interferir na manifestação desses sinais, dificultando o diagnóstico precoce.
A pesquisa, publicada na revista científica Developmental Medicine and Child Neurology, envolveu o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, o Hospital Pequeno Príncipe e as Faculdades Pequeno Príncipe. Os pesquisadores identificaram que comportamentos associados ao autismo podem estar presentes, mas podem não ser notados devido às limitações motoras dos pacientes.
Entre os sinais observados estão dificuldades de interação social, alterações na comunicação e comportamentos repetitivos. Os instrumentos tradicionais de avaliação podem não ser adequados para esse grupo, levando à subidentificação dos sinais do TEA. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar intervenções que favoreçam o desenvolvimento da criança.
Os pesquisadores destacam a necessidade de uma avaliação adaptada à realidade motora das crianças com AME tipo 1. É importante que os profissionais de saúde considerem a possibilidade de sinais de TEA, indo além das limitações físicas para proporcionar o acompanhamento adequado.
