O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, resolveu dar prazo de 5 dias úteis ao senador Carlos Viana, da Podemos-MG, para que ele explique o envio de emendas no valor de R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis. A instituição é o braço social da Igreja Batista da Lagoinha, investigada na CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana.
A decisão de Dino se deu após representação dos deputados Pastor Henrique Vieira e Rogério Correia no Supremo questionando possíveis irregularidades nos repasses.
As emendas à Fundação Oasis teriam sido enviadas em 3 ocasiões: R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Belo Horizonte; R$ 1,47 milhão em 2023 para Capim Branco, na região metropolitana de BH; e mais R$ 651 mil no ano passado também a Capim Branco.
Os parlamentares da oposição dizem que esses repasses configuram conflito de interesses na CPMI no INSS e podem motivar o senador Carlos Viana a bloquear investigações sobre a fundação, que também é citada nas fraudes do Banco Master.
