Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul foi condenado a 12 anos e 5 meses de prisão por estupro de vulnerável. O crime ocorreu em maio de 2024, na 1ª Delegacia de Aquidauana, onde a vítima, sob custódia do policial, foi abusada enquanto impossibilitada de oferecer resistência.
A mulher apresentava diagnóstico de transtornos psiquiátricos e utilizava medicação controlada, além de estar emocionalmente abalada no momento da prisão. Esses fatores agravaram sua vulnerabilidade. O policial manteve a vítima na delegacia, mesmo após a ordem de liberação do delegado, o que possibilitou o abuso.
As evidências foram coletadas por meio de gravações de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e laudos periciais. As imagens mostraram o réu retirando a mulher da cela e levando-a para áreas restritas, permanecendo com ela em locais sem monitoramento.
O juiz reconheceu agravantes na sentença, considerando que o crime foi cometido contra uma pessoa com transtorno psiquiátrico e que a vítima estava sob a custódia do policial responsável por sua proteção. Além da pena de prisão, foi determinado o pagamento de R$ 20 mil por danos morais e a perda do cargo público do acusado.
