Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com a falta de entusiasmo de alguns aliados da Otan em relação ao seu pedido de ajuda para a reabertura do Estreito de Ormuz, afetado pelo conflito com o Irã. Trump destacou que a proteção do estreito é crucial para o comércio de energia mundial e afirmou que os EUA têm tropas protegendo esses países, embora tenham recebido respostas relutantes sobre o envolvimento deles na região.
Trump comentou que alguns países já se comprometeram a ajudar na reabertura da via navegável, mas não revelou seus nomes, sugerindo que poderiam evitar se tornar alvos. Ele mencionou que o secretário de Estado, Marco Rubio, deverá apresentar em breve uma lista dos países que aderiram ao acordo para garantir a segurança do estreito. O presidente também relatou conversas com líderes da França e do Reino Unido sobre a situação.
Na coletiva, Trump reforçou que os EUA estão preparados para tomar medidas drásticas, incluindo a possibilidade de destruir oleodutos na ilha de Kharg, uma região estratégica da indústria petrolífera iraniana. Ele afirmou que as forças americanas bombardearam alvos militares na ilha, mas evitaram destruir a infraestrutura de petróleo para não perturbar o mercado global de hidrocarbonetos, já afetado pelo bloqueio no estreito.
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reuniram para discutir a situação do Estreito de Ormuz, mas mostraram hesitação em expandir a missão naval da UE na área ou enviar mais navios, o que pode complicar ainda mais a segurança da rota de transporte de petróleo.
