O Estreito de Ormuz apresenta dificuldades para defesa marítima, com rotas de navegação estreitas e cobertas por forças iranianas. Embora a marinha convencional do Irã tenha sido amplamente destruída, a Guarda Revolucionária Islâmica mantém um arsenal que inclui lanchas de ataque e minissubmarinos, que representam ameaças para os navios na região.
A proposta de escoltar três ou quatro embarcações diariamente é viável a curto prazo, mas exigiria a presença de cerca de oito destroieres, dependendo da redução do risco de ataques. O custo dessa operação é elevado, e a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones ainda representa um desafio significativo para a segurança marítima.
A necessidade de proteção para o transporte de petróleo pelo Golfo é um fator crucial, e, caso a guerra se prolongue, medidas de escolta serão implementadas. A incerteza gerada pelos ataques do Irã também complica a navegação na área, dificultando a tomada de decisões para capitães e operadores de transporte.
Líderes internacionais, como o presidente francês, estão discutindo uma missão conjunta para garantir a segurança na navegação comercial, embora a execução dessas operações dependa do término do conflito. A França já deslocou navios de guerra para a região, enquanto discussões entre líderes europeus sobre apoio à navegação continuam em andamento.
