O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o assessor do presidente dos Estados Unidos, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil após a liberação do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Lula justificou a decisão como uma medida de reciprocidade ao bloqueio do visto de Padilha e de sua família pelas autoridades norte-americanas no ano passado.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou a revogação do visto de Beattie devido à falta de informações sobre sua viagem ao Brasil. Beattie deveria participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, um evento ligado às discussões entre os dois países, mas sua visita incluía um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no Distrito Federal.
O Itamaraty destacou que a omissão de informações relevantes durante a solicitação do visto foi um princípio legal suficiente para a denegação. Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, alegou que a visita de um funcionário de Estado a um ex-presidente em ano eleitoral poderia configurar ingerência nos assuntos internos do Brasil.
A decisão de revogar o visto também se baseou no fato de que Beattie não mencionou seu encontro com Bolsonaro na justificativa apresentada ao governo brasileiro. Esta questão levantou preocupações sobre a natureza da visita e sua compatibilidade com os objetivos oficialmente comunicados.
