O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, expressou preocupações sobre a visita do assessor do governo dos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Vieira enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) destacando que essa visita em ano eleitoral pode ser vista como interferência nas questões internas do Brasil.
Durante o processo, o ministro foi questionado sobre a existência de uma agenda diplomática oficial entre Beattie e o governo brasileiro, o que foi negado. A visita na prisão foi autorizada, mas a defesa de Bolsonaro solicitou alteração da data.
Embora a visita tenha sido comunicada ao Itamaraty, Vieira afirmou que o visto concedido a Beattie foi justificado como participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Ele também apontou que não havia menção a encontros não relacionados a essa agenda oficial.
A embaixada dos Estados Unidos em Brasília pediu uma reunião entre Beattie e o chefe da Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais, mas a confirmação da agenda ainda não ocorreu.
