A guerra com o Irã pode ter consequências econômicas globais mais amplas. O mercado está deixando de precificar o risco geopolítico puro e passando a lidar com interrupções operacionais tangíveis. Isso ocorre porque as paralisações de refinarias e as restrições de exportação começam a prejudicar o processamento de petróleo e os fluxos de fornecimento regional.
O conflito já levou à suspensão de cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural. Os preços globais do petróleo subiram 24% esta semana, para mais de US$ 90 por barril. A paralisação quase total do Estreito significa que os gigantes produtores de petróleo da região — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuweit — tiveram que suspender as remessas de até 140 milhões de barris de petróleo.
Como resultado, o armazenamento de petróleo e gás em instalações no Golfo do Oriente Médio está se enchendo rapidamente. O Kuweit e os Emirados Árabes Unidos provavelmente serão os próximos a promover cortes. Os campos de petróleo forçados a fechar em todo o Oriente Médio em decorrência das interrupções no transporte marítimo podem levar algum tempo para voltar ao normal.
