O conflito no Oriente Médio, iniciado pelo ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, tem reacendido o temor de uma Terceira Guerra Mundial. No entanto, o cenário atual sugere algo mais complexo, de acordo com o analista de Relações Internacionais, Guilherme Bueno.
"A Primeira e Segunda Guerra Mundial ocorreram quando grandes potências se organizaram em blocos claros, com uma mobilização militar total e industrial. Hoje, o sistema internacional é muito mais complexo. Não vemos alinhamentos rígidos como no passado. Mesmo países rivais permanecem conectados por comércio, fluxos financeiros e tecnologia", explica.
Isso significa que a interdependência cria um paradoxo: os países competem estrategicamente, mas continuam economia conectados, o que dificulta a formação de blocos militares absolutos. Com isso, o especialista aponta que a próxima grande guerra não começará como uma guerra mundial, mas com uma sequência de crises regionais conectadas.
Entre os possíveis gatilhos para o cenário está o conflito no Oriente Médio. As hostilidades entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciadas em meio à pressão de Washington para acabar com o programa nuclear iraniano, acabaram escalando para outros países, o que vem preocupando a comunidade internacional.