O Supremo Tribunal Federal afastou do cargo, nesta quarta-feira (4), o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan, e seu vice. Ambos são suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município, investigados na segunda fase da operação Paroxismo da Polícia Federal.
A operação visa aprofundar as investigações sobre um possível esquema de fraude à licitação relacionado a um contrato da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. A decisão do STF foi motivada pela inclusão de emendas parlamentares no projeto do hospital.
As investigações indicam a existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, que teria como objetivo o direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro nas obras do Hospital Geral Municipal.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Macapá/AP, Belém/PA e Natal/RN, com determinação do Supremo Tribunal Federal para o afastamento dos servidores públicos por um período inicial de 60 dias. Em janeiro, a investigação da PF já havia revelado saques em agências bancárias do motorista de Furlan.
