O Brasil caiu da décima para a décima primeira posição entre as maiores economias do mundo, conforme ranking elaborado pela Austin Rating. O levantamento considera o desempenho da atividade econômica do país em 2025, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3%, atingindo US$ 2,268 trilhões.
Com esse resultado, o Brasil foi superado pela Rússia, que permanece em guerra contra a Ucrânia. O crescimento do PIB foi analisado com base em dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), e observa-se que no quarto trimestre, a economia brasileira cresceu 0,1%, dividindo a 39ª posição com a Colômbia e a Bélgica.
O economista chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirma que a mudança de posição não deve ser vista como um demérito do Brasil. Ele explica que a forte valorização do rublo, de quase 40%, é o principal fator que justificou o resultado, uma vez que a Rússia também ultrapassou o Canadá.
Agostini destaca que o Brasil enfrenta um cenário de “voo de galinha”, pois a economia não consegue se estabelecer entre as dez maiores. O desempenho permanece baixo, com volatilidade da moeda e preocupações em relação à política fiscal, o que resulta em baixo nível de investimento e produtividade.
