O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência após os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. Durante o encontro, houve apelos à desescalada e advertências sobre o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.
Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, confirmou a morte de pelo menos um civil devido à interceptação de um míssil e mencionou civis impactados no Iraque. Os ataques ocorreram em um momento de conversas indiretas entre Israel e Irã, que se preparavam para reuniões técnicas na próxima semana. Guterres lamentou que essa oportunidade de diplomacia tenha sido perdida e pediu a interrupção imediata das hostilidades.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, destacou que o governo iraniano desestabilizou o mundo e comprometeu a segurança internacional. Ele enfatizou que o Irã financiou organizações terroristas e ameaçou aliados, afirmando que a segurança dos Estados Unidos e de seus aliados não está condicionada. Waltz também mencionou a necessidade de ação militar como resposta às ameaças do Irã.
O embaixador da França na ONU, Jerome Bonnafont, reiterou que a região precisa de paz e alertou sobre os perigos de uma nova guerra. Ele pediu que o Irã respeite suas obrigações internacionais e ressaltou a importância de garantir a segurança dos civis, não apenas no Irã e Israel, mas em toda a região.
