Uma paciente, cujo nome não foi divulgado, foi internada em estado grave na área vermelha do hospital em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, após se automedicar com um emagrecedor proveniente do Paraguai. O medicamento utilizado foi a Tirzepatida de 10 mg, que levou a paciente a apresentar cetoacidose diabética grave, vômitos, dor abdominal intensa e lesão renal aguda, necessitando de insulina em bomba de infusão devido à gravidade do quadro.
O caso foi notificado à Secretaria de Estado de Saúde (SES) por meio do sistema VigiMed da Anvisa, sendo este o único relato registrado no estado envolvendo o uso de emagrecedores. A SES destacou que os agonistas dos receptores de GLP-1/GIP, como a tirzepatida, são contraindicados ou devem ser utilizados com extrema cautela em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1, devido ao risco de cetoacidose diabética.
A Anvisa emitiu um alerta para os riscos associados ao uso indevido de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, ressaltando a necessidade de monitoramento médico. Apesar dos riscos de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos quando utilizados conforme as indicações.
Em resposta ao aumento de eventos adversos, a Anvisa determinou que farmácias retenham a receita dos medicamentos, com a venda ocorrendo apenas mediante a retenção da receita. A validade das receitas é de até 90 dias, visando proteger a saúde da população e reduzir o uso indiscriminado desses medicamentos.
