O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou que a melhora nas relações bilaterais com o governo dos EUA depende do abandono da política que considera hostil. Durante o 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores, Kim reafirmou a rejeição a Seul e condicionou o diálogo à retirada do tema da desnuclearização das negociações.
Em seu discurso, Kim mencionou a emenda constitucional de 2023, que estabelece o desenvolvimento das forças nucleares como prioridade. Ele afirmou que a intenção do partido é fortalecer e ampliar as capacidades nucleares do Estado, reafirmando a posição de detentor de armas nucleares.
A relação com Seul foi qualificada como hostil, com Kim descrevendo os gestos conciliadores do governo sul-coreano como enganosos. O Ministério da Unificação da Coreia do Sul lamentou a postura de Pyongyang e reiterou seu compromisso com a coexistência pacífica na península coreana.
O Congresso do Partido dos Trabalhadores, que define as diretrizes políticas e militares do país para os próximos cinco anos, culminou em um desfile militar em Pyongyang. Durante o evento, Kim alertou sobre possíveis retaliações contra qualquer ação hostil ao regime, sem mencionar novos sistemas estratégicos como o míssil Hwasong-20.
