Uma recente decisão da Suprema Corte dos EUA expôs divergências entre juízes conservadores, indicando novos desafios para a agenda do presidente Donald Trump. O tribunal determinou que ele não pode utilizar a IEEPA para estabelecer tarifas de importação sem a autorização do Congresso, considerando que medidas com grande impacto econômico precisam de uma autorização clara e explícita.
Trump também enfrenta um processo relacionado à demissão de Lisa Cook, governadora do Federal Reserve. A legislação garante mandatos fixos para diretores, permitindo sua saída apenas por 'justa causa'. O presidente defende sua autoridade constitucional para demitir agentes federais, enquanto críticos apontam que isso pode comprometer a independência necessária para a definição das taxas de juros.
Outro ponto em discussão é a tentativa do governo de revogar o direito automático de cidadania para crianças nascidas nos EUA de pais em situação irregular. Trump assinou um decreto a respeito, mas a Justiça questiona se ele pode mudar uma interpretação constitucional vigente há mais de 120 anos que garante esse direito a quase todos os nascidos em território americano.
Em resposta à derrubada das tarifas, Trump a considerou 'muito infeliz' e criticou os juízes que votaram contra suas medidas, chamando-os de 'vergonha para suas famílias'. O cenário atual sugere que o governo não terá a aprovação automática da Suprema Corte para todas suas ações executivas.
