O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgou um crescimento de 4,4% na atividade econômica da Argentina em 2025. Esse aumento foi impulsionado, principalmente, pelo bom desempenho do setor agrícola no final do ano. O Estimador Mensal da Atividade Econômica (EMAE) é um indicador provisório que mede a variação trimestral do produto interno bruto (PIB).
Esse resultado marca a maior taxa de crescimento da economia argentina desde 2022, quando o crescimento foi de 5%. Após quedas de 1,6% em 2023 e 1,3% em 2024, a atividade econômica apresentou uma forte recuperação no primeiro semestre de 2025, com taxas anuais superiores a 5%. No entanto, o segundo semestre viu uma estagnação devido a tensões cambiais e incerteza política antes das eleições legislativas.
Os setores que se destacaram foram o agrícola, beneficiado pela safra recorde de trigo, e o financeiro. A agricultura, pecuária, caça e silvicultura cresceram 32% em dezembro em comparação ao ano anterior. Os dados preliminares foram comemorados pelo governo do presidente Javier Milei, que foca na economia como parte de sua agenda política.
O ministro da Economia, Luis Caputo, compartilhou trechos do relatório do Indec nas redes sociais, enfatizando o avanço positivo da atividade econômica argentina após anos de crise. O EMAE cresceu 1,8% mensal em dezembro, sem considerar a sazonalidade, e 4,4% no ano de 2025.
