Após um revés judicial do governo de Donald Trump na Suprema Corte dos EUA, a China solicitou que a administração americana desista das tarifas unilaterais impostas a seus parceiros comerciais. O Ministério do Comércio da China pediu o cancelamento e a abstenção de novas tarifas, destacando que a cooperação é benéfica para ambas as partes, enquanto o confronto traz prejuízos mútuos.
Além disso, o ministério expressou disposição para manter 'consultas francas' com os EUA, sugerindo uma sexta rodada de negociações econômicas e comerciais. A declaração foi feita após o Serviço de Alfândega dos EUA interromper a cobrança de tarifas adicionais, aplicando uma sobretaxa de 10% às importações em conformidade com a decisão da Suprema Corte.
As tarifas adicionais anteriormente impostas por Washington incluíam 10% relacionadas ao fentanil e 34% das chamadas 'tarifas recíprocas', com 24% já suspensas, resultando em um nível efetivo adicional de 20% sobre a China. Pequim informou que continuará avaliando as medidas dos EUA e decidirá, no momento apropriado, se ajustará suas contramedidas.
Diversos países mantêm cautela após a decisão da Suprema Corte, avaliando opções caso a Casa Branca amplie sua agenda tarifária. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que os acordos comerciais com a China, a União Europeia e outros parceiros seguem em vigor, apesar da recente decisão judicial.
