O governo da Suíça informou que bloqueou 687 milhões de francos suíços em ativos ligados ao entorno do ex-ditador venezuelano. De acordo com as autoridades, dois terços desse montante já estavam congelados anteriormente no âmbito de processos penais em curso na Suíça.
A ordem de congelamento dos ativos foi emitida após a captura de Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro. O objetivo é impedir eventuais transferências ou desvios de recursos, considerados uma medida de precaução diante da situação volátil criada após a prisão do chavista.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou que nenhum membro do atual regime que comanda a Venezuela interinamente está diretamente afetado pela medida. As autoridades suíças afirmaram que o congelamento busca impedir eventuais transferências ou desvios dos recursos.
Conforme a legislação federal suíça, é possível congelar ativos de estrangeiros considerados 'politicamente expostos' quando há indícios de que tenham sido obtidos por corrupção, gestão criminosa ou outros crimes graves. Caso fique comprovada a origem ilícita dos valores vinculados a Maduro, a Suíça poderá restituí-los em benefício da população venezuelana, segundo assegurado pelas autoridades em janeiro.
