No último sábado, a cidade de Lyon, na França, recebeu uma grande mobilização em homenagem a Quentin Deranque, um estudante de 23 anos e ativista da direita, que foi brutalmente assassinado. Aproximadamente 3,5 mil pessoas participaram do ato, que foi marcado por silêncio, orações e pedidos de justiça. Os manifestantes carregavam rosas brancas e retratos do jovem, que foi cercado e espancado por um grupo de homens encapuzados no dia 12, próximo a um evento universitário.
As autoridades identificaram 11 suspeitos relacionados ao crime, sendo que sete foram formalmente indiciados, seis deles por homicídio doloso. Entre os detidos, está um assessor parlamentar do deputado Raphaël Arnault, vinculado ao partido França Insubmissa, o que intensificou a discussão sobre a escalada da violência ideológica no país. A marcha ocorreu sob forte presença policial e, em sua maioria, de forma pacífica, com faixas que criticavam grupos antifascistas e palavras de ordem contra a radicalização política.
A prefeitura de Lyon anunciou que está analisando vídeos que registram saudações nazistas feitas por indivíduos isolados durante a manifestação. A prefeita Fabienne Buccio declarou que qualquer ato ou comentário reprovável será encaminhado ao Ministério Público para investigação. O caso gerou repercussão internacional, com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, chamando o assassinato de uma ferida para toda a Europa.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu serenidade e anunciou reuniões para discutir medidas de combate a grupos envolvidos em ações violentas. A situação também provocou tensões diplomáticas entre a França e os Estados Unidos, após declarações da administração Trump sobre a violência política da extrema-esquerda. O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, convocou o embaixador americano em Paris, afirmando que o país não aceita ingerências em seus assuntos internos.
