A Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026, realizada na Índia, resultou na assinatura da "Declaração de Délhi" por 88 países. No entanto, o acordo perdeu força ao não se tornar obrigatório, permitindo que cada país decida se seguirá ou não as diretrizes definidas. A resistência dos Estados Unidos foi fundamental para essa mudança, que deixou o pacto como uma carta de intenções.
Líderes como o presidente Lula, Emmanuel Macron e Narendra Modi defendiam regras globais rígidas para a IA, visando evitar usos autoritários e a concentração de poder. Por outro lado, a delegação americana, liderada por Michael Kratsios, optou por uma abordagem estratégica, ressaltando que a verdadeira liderança no mundo moderno advém da dominação tecnológica, e não de sua restrição.
Embora o documento não tenha força legal, apresenta propostas significativas, como a criação de uma plataforma internacional para protocolos de segurança e o compromisso de facilitar o acesso à infraestrutura de IA para países em desenvolvimento. As áreas prioritárias incluem medicina e agricultura, além de um plano para lidar com os impactos da automação no mercado de trabalho nos próximos anos.
O evento na Índia mobilizou cerca de US$ 300 bilhões em investimentos e contou com a presença de importantes figuras da indústria de tecnologia global, como Sam Altman, Demis Hassabis e Dario Amodei, que discutiram o futuro da inteligência artificial durante cinco dias de conferência.
