Um dia após a sanção da lei de anistia, a Justiça da Venezuela anunciou a libertação de 379 presos políticos. Essa decisão foi confirmada por um parlamentar envolvido na implementação da nova legislação e faz parte do processo em andamento após a queda do ex-ditador Nicolás Maduro.
A líder interina Delcy Rodríguez, em pronunciamento na televisão estatal, destacou que a anistia é um passo em direção a uma Venezuela mais democrática e justa. Nos últimos meses, ela já havia concedido liberdade condicional a 448 opositores, após a captura de Maduro pelos Estados Unidos no início de janeiro.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que a lei de anistia representa um marco de maturidade política e é fundamental para a estabilidade do país. A nova legislação foi aprovada em duas votações e uma comissão especial foi criada para garantir sua aplicação.
Entretanto, a ONG Foro Penal informou que cerca de 400 presos políticos não estão incluídos na anistia, que abrange apenas detenções em 13 períodos específicos entre 1999 e 2026. O diretor da entidade, Alfredo Romero, defendeu a libertação de todos os presos, que totalizam mais de 600 atualmente.
