O Partido Liberal (PL) protocolou um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) visando a produção antecipada de provas relacionadas a um possível abuso de poder político e econômico por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação se refere ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026, que, segundo a legenda, teria se configurado como um "ato político-eleitoral" em ano de eleição.
O documento de 41 páginas foi enviado ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, com a finalidade de preservar documentos e registros que possam embasar uma futura Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). O PL busca evitar o "perecimento de evidências" e reunir elementos técnicos para uma eventual responsabilização de Lula após a formalização de sua candidatura à reeleição.
Na petição, o partido elenca três eixos principais para investigação: o financiamento do desfile, com questionamentos sobre recursos públicos e indícios de violação ao princípio da impessoalidade; o uso da máquina pública, investigando a atuação de servidores na captação de patrocínios; e a interferência no conteúdo artístico, alegando que o governo influenciou o enredo e as alegorias do desfile.
Além disso, o PL destaca que o desfile não se limitou a narrar a trajetória de Lula, incorporando elementos típicos de campanha eleitoral, como jingles e referências ao número de urna "13". A presença de Lula, acompanhada de ministros e aliados, em camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, também é apontada, uma vez que o presidente não compareceu à Sapucaí nos anos anteriores, indicando uma "quebra de padrão" em ano eleitoral.
