A Polícia Civil do Amazonas iniciou nesta sexta-feira uma operação contra o Comando Vermelho, focada em crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de violação de sigilo funcional. As investigações identificam um núcleo político ligado à facção, que teria acesso a servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, Secretaria de Segurança Pública e Prefeitura de Manaus.
Até o momento, 14 pessoas foram presas, sendo oito no Amazonas e seis em outras localidades do país, após denúncias que surgiram a partir de apreensões. Entre os itens confiscados estão mais de 500 tabletes de maconha skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações e veículos utilizados no transporte de drogas, além de aparelhos celulares.
A facção operava com rotas fluviais e terrestres, usando veículos alugados em nome de terceiros para dificultar o rastreamento. Empresas formalmente registradas nos ramos de transporte e locação, mas com funcionamento apenas documental, eram empregadas para movimentar e ocultar valores de origem ilícita. As investigações identificaram transferências bancárias entre suspeitos e empresas vinculadas ao grupo em diversos estados.
Também são apuradas suspeitas de tentativas de acesso indevido a informações sobre procedimentos criminais, possivelmente para antecipar ações policiais e judiciais. São investigados vínculos entre o Comando Vermelho e alvos em estados como Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí e São Paulo, revelando uma rede complexa de fornecimento, financiamento e distribuição de entorpecentes.