Serpro nega acesso a base fiscal em investigação após vazamentos no STF

Empresa estatal esclarece que não possui acesso aos dados fiscais dos órgãos que utilizam seu sistema, enquanto o STF apura vazamentos envolvendo parentes de ministros. [...]
Foto: Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, em sessão do plenário do

A empresa estatal Serpro negou ter acesso à base de dados fiscal após o Supremo Tribunal Federal (STF) investigar vazamentos de informações sigilosas de parentes de ministros da Corte. A estatal afirmou que seus servidores não têm permissão para consultar dados pessoais ou fiscais dos órgãos clientes, mas apenas gerenciam a infraestrutura tecnológica e sistemas disponibilizados.

Em nota, o Serpro destacou que os sistemas desenvolvidos pela empresa são rastreáveis, permitindo identificar irregularidades por meio de monitoramento e auditoria. O esclarecimento foi dado após uma operação do STF, em 17 de março, investigar servidores da Receita Federal cedidos a outros órgãos por suposta violação de sigilo fiscal de familiares de ministros.

Quatro servidores públicos foram alvos da investigação: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Eles foram afastados de suas funções, tiveram o sigilo bancário, fiscal e telemático quebrado e foram proibidos de sair das cidades onde residem, além de estarem obrigados ao recolhimento domiciliar aos fins de semana e noites.

A Receita Federal e o STF não revelaram detalhadamente quais os órgãos envolvidos ou as vítimas dos vazamentos, mas confirmaram que houve acesso e divulgação ilegal de informações. Mansano de Moraes, um dos alvos, atua na gestão de créditos tributários e trabalha na delegacia de Presidente Prudente, em São Paulo.

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