Irã inicia ações legais contra reformistas por críticas a repressão a protestos

O Judiciário do Irã abriu processos contra políticos reformistas, detidos por criticar a repressão a protestos que resultaram em milhares de mortes em janeiro. [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O Poder Judiciário do Irã anunciou a abertura de processos contra políticos reformistas detidos na semana passada, acusados de "propaganda contra o sistema". Os detidos foram libertados sob fiança após criticarem a repressão aos protestos que causaram milhares de mortes em janeiro. O porta-voz do Judiciário, Asgar Jahangir, confirmou que apesar da libertação, os casos seguem em investigação.

Seis membros da Frente de Reformas, coalizão que busca um maior espaço político dentro da República Islâmica, foram detidos, e quatro deles foram liberados. Entre os liberados estão Azar Mansouri, Javad Emam, Mohsen Aminzadeh e Ebrahim Asgharzadeh. Os detidos Hossein Karrubi e Ali Shakourirad permanecem na prisão por penas anteriores.

Os políticos criticaram a repressão a protestos que começaram em dezembro do ano passado e se espalharam pelo país. O governo iraniano reconhece 3.117 mortos, enquanto organizações de oposição estimam um número maior e continuam a investigar possíveis mortes e detenções.

Além das prisões de políticos, diversas detenções de ativistas ocorreram recentemente, incluindo o roteirista Mehdi Mahmoudian e a vencedora do Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, que recebeu uma nova condenação em fevereiro.

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