Jesse Jackson, pastor batista e histórico ativista dos direitos civis, morreu nesta terça-feira aos 84 anos. Ele é conhecido por suas duas tentativas de concorrer à Presidência dos Estados Unidos nas décadas de 1980 e por seu papel na mobilização de eleitores negros, que se tornaram base fiel do Partido Democrata.
A família publicou uma nota nas redes sociais destacando o legado de Jackson. Ele foi descrito como líder servil para os oprimidos e um agente incansável de mudança, que elevou a voz de grupos marginalizados, desde suas campanhas presidenciais até ações que incentivaram milhões a se registrarem para votar.
Em 1984, Jackson ficou em terceiro lugar na disputa pela indicação democrata, atrás de Walter Mondale, que perdeu para Ronald Reagan. Em 1988, terminou em segundo, atrás de Michael Dukakis, derrotado por George H. W. Bush nas eleições. Essas campanhas abriram caminho para que Barack Obama, anos depois, viesse a vencer Hillary Clinton na disputa presidencial democrata.
Jackson fundou movimentos como a Operation PUSH em 1971 e, em 1996, passou a integrar a Rainbow PUSH Coalition. A organização atua na defesa de direitos civis, com enfoque em questões multirraciais e progressistas. Ele também enfrentou polêmicas, como acusações de antissemitismo e a revelação de uma filha extraconjugal em 2001, além de problemas de saúde como Parkinson e paralisia supranuclear progressiva (PSP).
