Donald Trump afirmou que está em diálogos com Cuba, incluindo interlocuções com o senador Marco Rubio, e acredita que um acordo deve ser alcançado para resolver a situação de “ameaça humanitária” no país. Ele ressaltou a expectativa de que os cubano-americanos, muitos dos quais vivem fora da ilha, possam voltar e se reencontrar com familiares após o entendimento com as autoridades cubanas.
Trump classificou Cuba como “nação falida” e criticou a falta de combustível, que impede a decolagem de aviões e paralisa serviços básicos. O governo dos EUA impõe restrições para que recursos como petróleo e dinheiro não cheguem ao país caribenho, como parte das sanções vigentes. Segundo ele, a situação atual é resultado diretamente dessas medidas.
Ao ser questionado sobre uma invasão militar, o presidente reconheceu que não seria complexa, mas afirmou não acreditar na necessidade imediata. A resposta surge em contraste com as medidas aplicadas em outros países da região, como a Venezuela. Trump também citou casos de cubano-americanos que sofreram supostos maus-tratos pelo regime de castro.
Desde o final de 2024, Cuba enfrenta uma grave crise energética, agravada pela escassez de combustível e pelo bloqueio recém-imposto do petróleo venezuelano. Os apagões frequentes comprometem até serviços essenciais, como a coleta de lixo, que depende de fornecimento estável de energia. A expectativa de um acordo é vista como possível solução para o quadro caótico no país.