A organização Foro Penal confirmou que mais de 600 presos políticos permanecem detidos na Venezuela desde 8 de janeiro, quando um governo interino anunciou libertações. Uma equipe foi até a Zona 7, em Caracas, para apoiar dez mulheres, parentes dos detidos, que mantêm greve de fome desde sábado e estão acorrentadas.
O Foro Penal explica que a lista agora inclui casos não registrados por fear ou desconhecimento das famílias sobre paradeiro dos detidos. Também não considera prisão domiciliar como libertados, mesmo após saírem de centros de detenção.
Juan Pablo Guanipa, ex-deputado próximo à María Corina Machado, e Perkins Rocha, assessor jurídico da oposição, foram libertados em 8 de fevereiro. Porém, Rocha continua em prisão domiciliar, enquanto Guanipa foi preso novamente no mesmo dia por violar liberdade condicional e agora cumpre medida em Maracaibo.
Apesar de promessas de libertação de todos após a aprovação de uma lei de anistia, o segundo debate necessário para a tramitação foi adiado por divergências sobre um artigo. A legislação ocorre em um novo contexto político, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar nos Estados Unidos, que levou Delcy Rodríguez ao cargo de ditadora interina.