A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, declarou que o Kremlin é "plenamente responsável" pelo envenenamento do líder opositor russo Alexei Navalny, que ocorreu há dois anos. Kallas afirmou que Bruxelas "continuará usando seu regime de sanções" para responsabilizar Moscou, destacando que a Rússia não apenas bombardeia a Ucrânia, mas também silencia opositores em seu país.
Ela enfatizou que o assassinato de opositores é parte do "DNA do regime", ressaltando que isso não representa força, mas sim medo. A vice-presidente do Executivo comunitário também afirmou que a União Europeia seguirá utilizando sanções em relação a direitos humanos para garantir a responsabilização pela repressão.
A declaração de Kallas foi feita após o anúncio de cinco países europeus que concluíram que Navalny foi envenenado com uma toxina letal. A França, por sua vez, pediu uma investigação completa sobre as circunstâncias da morte de Navalny e se reunirá com sua viúva, Yulia Navalnaya, que continua seu trabalho político.
O presidente francês, Emmanuel Macron, apontou a responsabilidade do Kremlin e classificou a morte de Navalny como "premeditada". O Kremlin, no entanto, rejeitou as acusações, afirmando que o opositor morreu de causas naturais na prisão, apesar das evidências contrárias apresentadas pelos cinco países europeus.