O clima festivo em Campo Grande parece ter criado uma barreira contra o medo de bebidas adulteradas. Os foliões seguem insistindo nos destilados, com a preferência por vodka e whisky, enquanto a cerveja fica em segundo plano para muitos que aproveitam horas de folia.
O presidente da AACGMS, Antônio Luiz, afirma que a percepção de risco é quase nula neste ano. Mesmo com a circulação de notícias sobre apreensões de bebidas falsificadas, o comportamento do consumidor permanece o mesmo do Carnaval passado. As barracas mostram que a sede por bebidas com teor alcoólico mais alto triunfa sobre qualquer preocupação com a procedência.
Para atrair o público, as barracas investem em promoções e inovações. Isabela Andrade, proprietária da “Drinks do Argentino”, criou um drink colorido que se tornou popular, apelidado de “Mounjaro do Carnaval”. Apesar das preocupações do ano anterior, ela garante que redobrou os cuidados com a origem das bebidas que vende.
Entretanto, há quem ainda opte pela cautela, como a auxiliar administrativo Nicoly Alves, que decidiu ficar com a cerveja gelada devido ao medo de intoxicação. Além disso, a presença de substâncias ilícitas e a desobediência às regras sobre dispositivos eletrônicos também marcam a folia, enquanto as autoridades monitoram a situação para garantir a segurança dos foliões.
