Deputado do Norte do Estado é morto por irmão em hotel de Campo Grande

Armindo Paes de Barros, deputado estadual, foi assassinado por seu irmão Henrique em 1919. [...]
Imagem via Pesquisa do jornalista Sergio Cruz. — Foto: Imagem via Pesquisa do jo

No dia 14 de fevereiro de 1919, o deputado estadual Armindo Paes de Barros, proprietário da usina Conceição em Santo Antonio do Rio Abaixo, foi assassinado por seu irmão Henrique, que o atingiu com cinco tiros de revólver enquanto jantava no hotel Royal, em Campo Grande. Armindo havia chegado à cidade e deveria passar a noite ali, mas foi surpreendido pelo irmão, que após um breve monólogo, sacou a arma e o executou sem que ele pudesse se defender.

O crime gerou grande repercussão, especialmente em Cuiabá e Santo Antonio, onde Armindo era uma figura política conhecida. O jornal Matto-Grosso, ligado ao partido celestinista do deputado, descreveu Armindo como um jovem elegante e destemido, cuja morte trágica e inesperada deixou um sentimento de revolta entre seus correligionários. Armindo faleceu aos 30 anos, tendo uma trajetória marcada por suas realizações na usina da família e sua contribuição política como intendente e deputado.

Desde jovem, Armindo demonstrou qualidades de liderança e administração, sendo reconhecido por sua dedicação em libertar a usina de dívidas e dificuldades. Sua morte foi um duro golpe para sua família e a comunidade, uma vez que ele não pôde ver o resultado de seus esforços em garantir o bem-estar de sua mãe e irmãos. A perda de Armindo deixou um vazio em sua agremiação política, lembrando a todos o valor e a influência que ele tinha conquistado em sua curta vida.

A trajetória de Armindo Paes de Barros é uma lembrança do potencial que ele possuía e das promessas que não puderam ser cumpridas. Sua morte, resultado de um ato de violência entre irmãos, ressaltou não apenas a tragédia pessoal, mas também os impactos que esses eventos têm nas comunidades e nas esferas políticas locais.

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