A polícia francesa realizou prisões nesta sexta-feira em relação a uma fraude na venda de ingressos do Museu do Louvre, que teria gerado prejuízos de até € 10 milhões. Entre os detidos, dois funcionários do Louvre, vários guias turísticos e uma pessoa indicada como líder do esquema, além de apreensão quase € 1,5 milhão distribuídos entre dinheiro e contas bancárias.
A investigação começou em dezembro de 2024, após denúncia de dois guias chineses que reutilizavam ingressos individuais para grupos. Autoridades concluíram que a rede fraudulenta possibilitava entrada de até 20 grupos por dia ao longo de uma década, com suposto envolvimento de suborno a colaboradores internos para obscurecer as irregularidades.
O mesmo padrão de fraude teria sido aplicado no Palácio de Versalhes, embora sem esclarecimentos sobre valores ou período envolvidos. O caso se junta a outros problemas recentes enfrentados pelo Louvre, como roubos, danos causados por vazamentos e greves de funcionários.
No último mês, o museu anunciou aumento de 45% no preço dos ingressos para turistas de fora da União Europeia, visando arrecadar fundos para reformas internas. A medida reforça a necessidade de controles mais rígidos após as revelações sobre a rede criminosa.
