O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (12) a revogação da constatação científica que embasava a autoridade da EPA para limitar poluição climática no país. O documento, desde 2009, reconhecia seis gases de efeito estufa como ameaças à saúde humana, apoiando normas contra setores como petróleo, gás, energia e transporte.
Com essa decisão, o governo Trump retirou da agência ambiental a capacidade de impor restrições à poluição, prejudicando décadas de esforços climáticos federais. Especialistas indicam que a justificativa será mais jurídica do que científica, embora precedentes da Suprema Corte já tivessem validado o poder regulatório da EPA sobre emissões desde 2007 e 2022.
A revogação também afeta padrões para emissões de veículos, que dependiam dessa base legal. Sob Biden, a EPA buscava padronizar veículos híbridos e elétricos para reduzir consumo de combustível, mas a indústria abandonou esses planos sem regulamentação vigente.
A medida pode reabrir debates nos tribunais por anos, conforme a questão retorna ao Judiciário americano. Um ex-funcionário da EPA afirmou que a ação sinaliza uma estratégia de longo prazo do governo Trump para enfraquecer ações climáticas.
