Marina Coelho Araújo, vice-presidente do Instituto de Advogados de São Paulo, afirma que o ministro Dias Toffoli, do STF, deveria se declarar suspeito para julgar o caso que envolve o Banco Master. Segundo ela, a legislação permite que magistrados sejam sócios e recebam dividendos, mas proíbe a gestão direta dos negócios.
A pressão sobre Toffoli cresceu com a revelação de que um relatório da Polícia Federal citou seu nome em conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, atual proprietário do Master. O ministro é sócio da Maridt, empresa que vendeu parte de um resort a um fundo de investimentos ligado ao banqueiro, embora não atue na administração do negócio.
A especialista ressalta que a suspeição é um instrumento jurídico complexo e incomum, mas destaca a necessidade de cautela institucional diante do cenário. Ela esclarece que uma citação isolada em conversas de terceiros não comprova relação direta, mas reforça que o contexto exige análise rigorosa.
Em nota, Toffoli confirmou a sociedade e declarou que a Lei Orgânica da Magistratura não proíbe a participação societária desde que não haja envolvimento na gestão dos negócios.
