O Senado argentino aprovou na madrugada desta quinta-feira a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A votação gerou protestos de sindicatos e organizações sociais em frente ao Congresso, resultando em confrontos violentos com a polícia, onde pelo menos 70 manifestantes foram detidos.
Para garantir a aprovação, o governo fez modificações na proposta, que recebeu apoio de 42 senadores, enquanto 30 parlamentares votaram contra. O projeto agora precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.
A proposta de modernização trabalhista visa incentivar o trabalho formal, reduzindo a informalidade que atualmente ultrapassa 40% na Argentina. No entanto, sindicatos argumentam que a reforma pode privar os trabalhadores de direitos fundamentais, ao diminuir indenizações e o número de processos judiciais por demissões sem justa causa.
Além disso, a reforma altera o pagamento de horas extras, cria um fundo de demissões e restringe o alcance das greves ao estabelecer um mínimo de serviços que os sindicatos devem garantir. A senadora Patricia Bullrich defendeu a legislação como necessária, enquanto o senador da oposição Mariano Recalde criticou a falta de benefícios aos trabalhadores.