O WhatsApp, que possui mais de 100 milhões de usuários na Rússia, denunciou a tentativa das autoridades de bloquear o aplicativo para abrir espaço para o MAX, um serviço similar desenvolvido no país. A empresa, que faz parte do conglomerado Meta, afirmou que essa ação é um retrocesso que prejudica a comunicação privada e segura dos usuários.
Na véspera da manifestação do WhatsApp, o regulador russo de comunicações, Roscomnadzor, excluiu domínios do aplicativo e de várias mídias independentes do registro do Sistema Nacional de DNS, resultando em seu bloqueio efetivo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, mencionou que um diálogo com o WhatsApp poderia levar a um acordo, mas a intransigência da empresa tornaria impossível a continuidade do serviço.
Os usuários do WhatsApp enfrentam dificuldades em realizar chamadas há meses, além de problemas para enviar vídeos e fotos. A velocidade da rede foi reduzida em até 80%, tornando o envio de mensagens praticamente inviável em muitos dispositivos, forçando alguns a utilizar a versão para computador.
O Roscomnadzor começou a restringir o funcionamento do WhatsApp em agosto do ano anterior e já havia advertido que, caso as exigências legais não fossem atendidas, o bloqueio seria total. Essas restrições ocorrem simultaneamente a novas limitações impostas ao Telegram.
