O ministro Dias Toffoli admitiu a colegas no Supremo Tribunal Federal que é sócio da Maridt, empresa que vendeu sua parte no resort Tayayá para um fundo vinculado a Daniel Vorcaro. A transação ocorreu em 2025, após o resort ser gerido pela família do magistrado, e o fundo é controlado pelo cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel.
O resort também recebeu 20 milhões de reais em investimentos do fundo Arleen, ligado a irregularidades investigadas pelo caso Master. Toffoli ressaltou que não exerce controle administrativo sobre a Maridt, formato vedado por lei aos membros do Judiciário, e garantiu que os lucros por ele auferidos foram declarados.
Em fala durante sessão no dia 4 de fevereiro, Toffoli afirmou que magistrados podem ser acionistas ou proprietários de empresas sem infringir regimentos. Ele destacou que sócios não administram os negócios, e que recebem dividendos dentro dos limites legais. A declaração veio após o ministro Alexandre de Moraes abordar o tema sobre dividas e palestras em redes sociais.
A Polícia Federal encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, mensagens do celular de Vorcaro mencionando Toffoli e o resort. Fachin abriu procedimento para avaliar suspeição do ministro, o que poderá removê-lo da relatoria do caso Master, ainda em andamento.