O governo da França solicitou a renúncia da relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese, após ela se referir a Israel como um 'inimigo comum' em um fórum. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, condenou as declarações, considerando-as ultrajantes e inaceitáveis.
Albanese participou de um fórum por videoconferência e afirmou que o mundo armou e deu apoio a Israel, enquanto destacou a percepção de um 'inimigo comum'. Em resposta, a relatora negou ter dito que Israel é o inimigo da humanidade e acusou a interpretação de suas palavras de ser uma manipulação.
Barrot criticou as declarações de Albanese como parte de uma longa lista de posições escandalosas, acusando-a de justificar ataques terroristas e de incitar o discurso de ódio. Ele afirmou que suas falas prejudicam a causa do povo palestino.
Um grupo de 20 deputados franceses enviou uma carta pedindo a destituição imediata da relatora de qualquer mandato da ONU. Albanese já havia sido alvo de sanções do governo anterior dos Estados Unidos, que alegou que sua atuação configurava uma campanha política contra Israel e os EUA.