Para o segmento de lácteos, o ano de 2026 será um período de cautela. Isso porque o setor voltou ao “modo defensivo”, diante das incertezas de mercado e da perda de rentabilidade do produtor.
Com projeção de crescimento do PIB em torno de 2% e consumo ainda retraído, a perspectiva é de um reequilíbrio entre oferta e demanda. “Para isso, a produção precisará crescer em ritmo mais moderado”, diz uma analista.
As projeções iniciais apontam para um aumento de cerca de 2% na produção nacional, menor do que o registrado em 2025, de 7%. Apesar do ambiente desafiador, alguns fatores podem ser positivos, como a menor volatilidade no mercado de grãos, o que pode estabilizar os custos de ração e abrir espaço para margens um pouco melhores.
Ainda assim, o início de 2026 deve refletir os prejuízos acumulados no segundo semestre de 2025, com a indústria iniciando o ano com estoques elevados e desafios de escoar a produção em um ambiente de maior concorrência, principalmente com a presença de lácteos importados.