A Rússia retomou, em janeiro, o aumento expressivo das exportações de petróleo para a China e de diesel para o Brasil, países que já haviam amplificado suas compras desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
A China passou a importar mais de 1,5 milhão de barris diários do produto russo por via marítima, em comparação aos 1,1 milhão registrados no mês anterior, incluindo um pico em petróleo Urals. O Brasil, por sua vez, registrou média de 151 mil barris diários de diesel russo, o maior volume desde junho do último ano e um salto frente aos cerca de 58 mil barris adquiridos em dezembro.
A alta nas compras se concentrou no petróleo Urals, principal mistura exportada pela Rússia, com volumes recordes em janeiro. Os dados mostram que o Brasil havia reduzido as importações no segundo semestre de 2025 devido a ataques ucranianos a refinarias russas, que afetaram a produção.
As vendas para esses destinos vêm como alternativa à queda em outros mercados, pressionados por Trump a evitar energia russa como estratégia para forçar negociações de cessar-fogo na Ucrânia. O presidente americano anunciou redução nas tarifas sobre produtos indianos após o país deixar de comprar petróleo russo.