Um relato do FBI indica que Trump afirmou à polícia de Palm Beach, em meados dos anos 2000, que estava satisfeito com a prisão do criminoso Jeffrey Epstein ao dizer que 'todos sabiam que ele estava fazendo isso'. O documento, obtido recentemente, contradiz suas declarações anteriores de desconhecimento sobre as atividades de Epstein, incluindo o recrutamento de vítimas pelo ex-associado Ghislaine Maxwell.
A entrevista, realizada em 2006 pelo chefe da polícia local, segundo o FBI, também aponta que Trump mencionou uma ocasião em que teria se afastado de Epstein na presença de adolescentes. Além disso, ele seria uma das 'primeiras pessoas' a contactar o departamento policial ao saber da investigação contra o criminoso.
Ao questionamento sobre os novos documentos, a Casa Branca evitou confirmar a ligação de 2006, mas reforçou que Trump teria cortado vínculos com Epstein no início da década de 2000 e o tratado como um 'pervertido'. Não foi esclarecido, entretanto, por que o ex-presidente usou essa expressão ao se referir a ele, algo que gerou críticas quando abordado em 2019.
As contradições nos arquivos, divulgados há semanas, têm levado funcionários da administração Trump a revisitar argumentos sobre o caso, com novos documentos intensificando a pressão sobre a equipe.