A falta de estrutura e recursos básicos em postos de saúde de Campo Grande tem levado médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e odontólogos a abandonarem seus cargos. Em um só dia, seis profissionais foram exonerados, acusados de 'abandono', embora a ausência se deva a condições trabalhistas insustentáveis, como salários sem reajuste há anos e rotinas exaustivas.
Publicações recentes mostram que a demissão ocorre automaticamente após 30 dias consecutivos de falta, mas muitos afirmam ser uma 'desistência forçada'. Pacientes também registram reclamações por serviços prestados em ambientes sem medicamentos, equipamentos ou segurança, o que agrava o problema. O quadro de desmotivação é tão grave que muitos optam por pedir exoneração ou deixam de comparecer para evitar perderem o vínculo estável.
Ao invés de reconhecer a incapacidade de reter talentos no setor público, a prefeitura adota a demissão em massa para 'limpar a folha'. Nesse mesmo período, a gestão tem nomeado assessores comissionados, ocupando vagas em cargos políticos. A contradição reflete uma priorização clara de interesses distintos dos profissionais técnicos.
A medida deixa ainda mais evidente a falta de resolução para os problemas estruturais que afetam a saúde pública na cidade.